É, apenas, questão de acento para
entender a triste situação em que se encontra o Brasil nas mãos de um Michel
que inadvertidos entendem como Temer, quando deveriam temer.
Que escola é essa que temos aí que não
consegue, sequer, ensinar aos alunos a diferença provocada por um simples deslocamento
do acento tónico, no linguajar popular?
Que, iludidos, deixam-se arrastar pelo cabresto da bolsa família,
agradecendo e retribuindo de mãos postas, sacrificando o sagrado voto, como se
fosse um grande favor, quando seria uma obrigação para ressarcir seculares
privações infligidas ao povo com o desvio de bilhões dos cofres públicos,
arrancados dos rasos bolsos dos pobres, para encher as profundas cuecas de
portadores de conspurcados colarinhos que, um dia, já teriam sido brancos.
São os mesmos que entenderam que o
Brasil se tornou independente no dia em que as margens plácidas do Ipiranga
ouviram o grito de Dm Pedro I, quando é sabido que margens não tem ouvidos e o
Brasil, ainda, está para se tornar independendo de uma corja de bandidos
preocupados em proclamar a própria independência às custas do dinheiro do povo.
Se sair da dependência de um Portugal,
que pretendia continuar a explorar o ouro do Brasil, foi boa medida, cair na
arapuca de meia dúzia de fazedores de imaginada republica, expulsando Dom Pedro
II, carregando na mala a honradez do Brasil para enterra-la no além mar, foi
temerária insensatez. Redundou na proclamação da independência da corrupção,
aquela, inadvertidamente, semeada pelo inimigo, a título de cizânia, quando o
escrivão proclamou: - “... em se planando tudo dá”. E está dando, até hoje.
Quem
sabe, terá chegado, para o Brasil, o esperado tempo da colheita recomendado por
Cristo para separar o trigo do joio. Pudera ser a Lava-Jato, o prenúncio de tal
fato, providencialmente empurrada pela excessiva ganância da corja de bandidos,
que já não mais se suportam, devorando-se mutuamente entre as mós da delação
premiada, comprovando o dito de Thomas Hobbes - “Homo hominis lúpus est”, que já
não mais se sacia devorando, apenas, inocentes cordeiros, à beira do riacho. Lobos
capazes de devorar pais e filhos, se necessário for, para salvar a própria pele
sob a qual ocultam a dinheirama amealhada.
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