domingo, 30 de junho de 2019

Sexualidade (Refazendo)


Sexualidade, o dom maior
        Quando Jesus anunciou o primeiro e principal mandamento, “Amar a Deus sobre todas as coisas”, e o segundo, “e ao próximo como a ti mesmo”, de que Deus  estaria falando e de que póximo?  À luz das novas concepções da origem do universo, envolvendo a Divindade, os conceitos emitidos pelo Mestre merecem aprofundamento, à procura de novas interpretações. Por mais que se possa interpretar a Bíblia como mitologia mas sempre carregada de belzas e ensinamentos para a humanidade, é nela que se pode tentar respostas para tais indagações.
           No primeiro capítulo de Gênesis, depois de ter criado o homem e a mulher, Deus disse: “Crescei e multiplicai-vos”. Na ordem da natureza, é esse o primeiro e mais importante mandamento, sem o qual o ser humano não se perpetuaria, perdendo sentido toda a história da Bíblia, até o aparcimento do prometido Messias. Seria Deus o Universo por ele vivificado e que sem ele, também, não existiria? Não estaria o ser humno, assim como todos os seres existentes nesse universo, participante dessa divindade? A dica ficou por conta do Mestre, ao perguntar aos fariseus: “Não está escito na vossa lei, vos sois deuses?”.
        Diante desses pressupostos, vamos ao tema sexualidade. O Cristianismo elencou os sete dons do Espírito Santo, de ordem moral e religiosa. A natureza, subentenda-se, a Divindade, antes, outorgou ao ser humano, e aos demais seres vivos, o seu maior dom, a sexualidade, sem a qual o Universo, sem  vida, perderia sentido, assim como perderia sentido o pensamento  da Divindade, como vida do universo e alma de cada ser vivente.  Ao pretender interpretar o pecado original de Adão e Eva, pelas vias da sexualidade, como pecado, supostamente,cometido no Édem, contado no segundo capítulo de Genesis, depois de terem recebido o mandamento “crescei e mulipliccai-vos”, no primiro capiulo, alguns Doutores e Santos Padres transformaram a sexualidade  na fonte de todos males da humanidade,  impondo-lhes as consequências, fechando-lhes, inclusive, as portas do Céu, até que viesse o prometido Messias.  Segundo o Cristianismo, o Messias já veio mas as suposas consequencias do pecado original continuam a perseguir a humanidade. A própria vinda do Messias foi afetada pela errônea pecha atribuída à sexualidade, tendo que se recorrer à história do  espirito santo para sua  concepção  no seio da virgem Maria. Escreva-se espírito santo com letras minúsculas, pois, existe infinitos espíritos capazes de gerar vidas às ocultas sem, necessariamente, atribuir a ação a qualquer divindade.
           É de bom alvitre ressaltar que a conotação negativa da sexualidade, de certas tendências religiosas, não tem respaldo em outras. Apenas para citar um exemplo, a religião Islâmica assegura 72 virgens aos que morrem em nome de Ala. Por mais esdrúxula que possa parecer é, sem dúvida, a maior prova de apreço à sexualidade. Ressalvados abusos e distorções, que podem acontecer em qualquer área de ação humana, a sexualidade é, sem dúvida, o maior dom concedido pela natureza aos seres vivos, como sublime instrumento de participação na obra da criação.
         Em tempo, não se pretende eleger os conceitos acima expressos como definitivos. São conjunturas, à espera de novos avanços da ciência, a procura de respostas para revigorar e purificar a fé, às vezes, mal fundamentada e afetada por arraigadas e obsoletas crendices. O papa Francis
luxinvco parece trilhar por esse caminho ao dizer – “Quem não tem dúvida na fé? Eu tenho. A dúvida revigora a fé”.

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