sábado, 6 de julho de 2019

O mundo para os otimistas



De diploma em mão, sai mundo afora, com a pretensão de salva-lo com minha visão profética. Esqueci de ter lido na Bíblia que o mundo em que vivemos, fazendo parte do universo, não foi criado num dia mas em sete, hoje interpretados pela ciência, como milhões e milhões de anos que jamais se esgotarão. Fui percebendo que a salvação do mundo não depende de um ou mais profetas, semeados ao longo da História da humanidade. O própria Jesus, partiu deixando a obra incompleta. Quando vejo imperfeições, interpreto-as como forma de azucrinar a paciência dos perfeccionistas que, normalmente rimam com pessimistas. Uma folha caída no gramado não é imperfeição, é a prova do dogma maior da natureza , dito por um dos maiores profetas da humanidade: - “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Sempre recomendo ao jardineiro que não rastele a grama cortada, deixando-a espalhada, à ação da chuva que a transformará em adubo para novas flores despertando novos frutos.
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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Sexo



Torce, retorce, não sei se era pulga ou se era percevejo.  Viram-se e reviram-se revistas e jornais, está na moda, como sempre esteve, o assunto sexo, transformando-o em fonte de puro prazer.  Por mais que se o tenha como o dom mais sublime concedido aos seres vivos pela natureza, para participarem da obra da criação por meio da perpetuação das espécies, o fato de vir associada a indizível grau de prazer, tal finalidade é esquecida no entrelaçar de corpos em busca do prazer pelo prazer. Se fosse um mal, o seria por culpa da própria natureza que assim o dispôs, sem acrescentar-lhe qualquer limitação expressa, apenas com a indicação do “crescei e multiplicai-vos”, como conselho. Se assim não fosse, não haveria como explicar o homossexual, consumido por incontrolável desejo do prazer pelo prazer, sem condições de ir além.  

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Médicos sem Fronteiras



O cúmulo da falta de respeito e invasão da privacidade, a organização ‘Médicos sem Fronteiras” emitir boleto de cobrança de contribuição sem minha autorização marcando, inclusive, data de vencimento e eventuais acréscimos, quem sabe, multa por atraso. Quando preciso, pago caro para ser atendido: impostos, plano de saúde caríssimo, e uma terceira vez, quando médicos se negam a atender pelo plano. Não aceito pagar pela quarta vez.  Que pese o estímulo ao governo para não fazer sua parte, ótimo que os médicos façam o bem tirando, porém, de seus bolsos o que já tiraram do meu.

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Cobras



Aos poucos, e na surdina, Brasília foi se transformando na temida Ilha das cobras, onde habitam as mais variadas espécies de serpentes venenosas, com o predomínio de jararaca-ilhoas que comandam o espetáculo. Umas instaladas no Congresso Nacional, outras no Judiciário, mais outras no Executivo e, umas poucas, na Papuda. A luta para conquistar espaço, e liberdade, é renhida. Umas devorando as outras, vomitando fake News pelas ventas escancaradas. Haja jato que consiga conter tamanha sofreguidão, na tentativa de saciar a fome com carniça temperada por corrosiva corrupção. De sobremesa, deliciosos petiscos de propinas, decorados por doce glacê, de espúria legitimidade, tudo legalmente sacramentado, não importando a moralidade.

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Veneno na cauda



As picadas de escorpião em Brasília crescem na proporção do crescimento da descoberta da corrupção nas instituições governamentais e sociais pela Lava Jato. Sempre existiram faltando ações preventivas eficientes para contê-las e erradica-las, por conta de uma justiça inoperante, sempre pronta a escondê-las sob a palha do corporativismo.
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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Tentando vencer no grito



“Não há melhor escudo para o imbecil do que o erro do homem honrado”, bem disse Alonso Varros. Não valem os acertos de Sergio Moro, levando para a cadeia centenas de criminosos, inimigos da pátria, para aqueles que, na bazófia do ministro presidente do STF Dias Tóffoli, “têm couro suficiente para aguentar qualquer tipo de crítica ou pressão”. E haja couro de jacaré para resistir, tentando convencer o povo brasileiro.
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domingo, 30 de junho de 2019

Sexualidade (Refazendo)


Sexualidade, o dom maior
        Quando Jesus anunciou o primeiro e principal mandamento, “Amar a Deus sobre todas as coisas”, e o segundo, “e ao próximo como a ti mesmo”, de que Deus  estaria falando e de que póximo?  À luz das novas concepções da origem do universo, envolvendo a Divindade, os conceitos emitidos pelo Mestre merecem aprofundamento, à procura de novas interpretações. Por mais que se possa interpretar a Bíblia como mitologia mas sempre carregada de belzas e ensinamentos para a humanidade, é nela que se pode tentar respostas para tais indagações.
           No primeiro capítulo de Gênesis, depois de ter criado o homem e a mulher, Deus disse: “Crescei e multiplicai-vos”. Na ordem da natureza, é esse o primeiro e mais importante mandamento, sem o qual o ser humano não se perpetuaria, perdendo sentido toda a história da Bíblia, até o aparcimento do prometido Messias. Seria Deus o Universo por ele vivificado e que sem ele, também, não existiria? Não estaria o ser humno, assim como todos os seres existentes nesse universo, participante dessa divindade? A dica ficou por conta do Mestre, ao perguntar aos fariseus: “Não está escito na vossa lei, vos sois deuses?”.
        Diante desses pressupostos, vamos ao tema sexualidade. O Cristianismo elencou os sete dons do Espírito Santo, de ordem moral e religiosa. A natureza, subentenda-se, a Divindade, antes, outorgou ao ser humano, e aos demais seres vivos, o seu maior dom, a sexualidade, sem a qual o Universo, sem  vida, perderia sentido, assim como perderia sentido o pensamento  da Divindade, como vida do universo e alma de cada ser vivente.  Ao pretender interpretar o pecado original de Adão e Eva, pelas vias da sexualidade, como pecado, supostamente,cometido no Édem, contado no segundo capítulo de Genesis, depois de terem recebido o mandamento “crescei e mulipliccai-vos”, no primiro capiulo, alguns Doutores e Santos Padres transformaram a sexualidade  na fonte de todos males da humanidade,  impondo-lhes as consequências, fechando-lhes, inclusive, as portas do Céu, até que viesse o prometido Messias.  Segundo o Cristianismo, o Messias já veio mas as suposas consequencias do pecado original continuam a perseguir a humanidade. A própria vinda do Messias foi afetada pela errônea pecha atribuída à sexualidade, tendo que se recorrer à história do  espirito santo para sua  concepção  no seio da virgem Maria. Escreva-se espírito santo com letras minúsculas, pois, existe infinitos espíritos capazes de gerar vidas às ocultas sem, necessariamente, atribuir a ação a qualquer divindade.
           É de bom alvitre ressaltar que a conotação negativa da sexualidade, de certas tendências religiosas, não tem respaldo em outras. Apenas para citar um exemplo, a religião Islâmica assegura 72 virgens aos que morrem em nome de Ala. Por mais esdrúxula que possa parecer é, sem dúvida, a maior prova de apreço à sexualidade. Ressalvados abusos e distorções, que podem acontecer em qualquer área de ação humana, a sexualidade é, sem dúvida, o maior dom concedido pela natureza aos seres vivos, como sublime instrumento de participação na obra da criação.
         Em tempo, não se pretende eleger os conceitos acima expressos como definitivos. São conjunturas, à espera de novos avanços da ciência, a procura de respostas para revigorar e purificar a fé, às vezes, mal fundamentada e afetada por arraigadas e obsoletas crendices. O papa Francis
luxinvco parece trilhar por esse caminho ao dizer – “Quem não tem dúvida na fé? Eu tenho. A dúvida revigora a fé”.

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