As
intempestivas e inconsequentes afirmativas do ministro da Justiça Torquato
Jardim, de que a Lava-Jato “está desfazendo a classe política”, e do ministro Gilmar
Mendes de que, na Lava-Jato, “expandiu-se demais a investigação, além dos
limites” soam como o maior dos elogios à instituição, afirmando a que veio,
justamente, para desmontar a quadrilha de políticos, organizada à sombra da
corrupção, levando o Brasil à beira do abismo, investigando os fatos até as
últimas consequências, sem se ater a limites a serem impostos pelos investigados
e seus advogados (A corrupção e a democracia in Veja, Carta ao Leitor, 28 de
junho).
quinta-feira, 29 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Inversão de valores
Lastimável e
preocupante ter-se na presidência do STE para o julgamento da dupla Dilma x
Temer um Gilmar Mendes, sistematicamente, empenhado em contraditar o Redator do
processo Herman Benjamim. Em vez de se ater à busca da verdade está, renitentemente,
na defesa de uma governabilidade nas mãos de quem jamais aprendeu e aprenderá a
governar, pondo em cheque a nação brasileira. E o faz com tal verve de convencer
incautos parceiros de bancada, fazendo prever resultado favorável a corrupção que
mina as instituições. É a confirmação do dito evangélico – “Os filhos das
trevas são mais espertos do que os filhos da luz”.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Cegueira!
Não se
consegue entender porque o STF, supostamente povoado pelas mais ilustradas
cabeças jurídicas do Brasil, perde tanto tempo procurando argumentos e mais
argumentos a pretexto de restringir o foro privilegiado, esquecendo que existe
um pétreo princípio na Constituição Federal que, se respeitado, reduziria a zero o
excrescente estatuto. Está na cara: “Art. 5º. Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza...”, não dando margem a qualquer parágrafo
estabelecendo exceções, introduzidas bem mais adiante no texto constitucional,
dando margem a se pensar que os constituintes, legislando em causa própria, se
consideraram, e aos demais favorecidos, Ets vindos de outro planeta, não
fazendo parte da totalidade do povo brasileiro.
Urgente!
1. Aviso urgente,
urgentíssimo. O Brasil, saído da montadora,
ano 1898, com defeito no freio, corre o risco de perder o controle e cair em precipício.
Proprietários, procurem imediatamente a concessionária para troca de peça retentora
da impunidade, denominada Justiça, com grave deformação, colocando em risco a nação
brasileira.
sábado, 3 de junho de 2017
Lava-Jato
Motivo mais do que suficiente para suspender os trabalhos da Lava-Jaato
no STF: o racionamento de água decretado pelo GDF. Iria de encontro do desejo
de maioria do povo brasileiro no sentido de acabar com o foro privilegiado, mandando
os processos para o Paraná, onde não falta água, diante das torrenciais chuvas
provocando enchentes. Levaria, inclusive, a ser respeitado o preceito pétreo,
definido no Art. 5º da Constituição que reza: “Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza...” não admitindo exceções no seu texto.
domingo, 28 de maio de 2017
Pequenez x grandeza
Sem contrariar
o discurso de Roberto de Pompeu de Toledo em seu artigo – À ESPERA (31 de maio),
pois, cada um tem sua medida para classificar a grandeza de uma pessoa, a renúncia
de Michel Temer constituir-se-ia, apenas, num ato obrigatório, sem qualquer
mérito, tendo em vista que o cargo de vice, dando-lhe o direito de suceder a
Dilma, foi-lhe outorgado em processo eleitoral espúrio, manchado por mil propinas
via caixa 2, inclusive, com sua participação, já em suspeição na época e, vastamente,
comprovado pelas delações da Lava-Jato, merecendo a anulação do processo eleitoral
da dupla.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
UBI SUMUS@
Preocupante e mau sinal
a necessidade de o presidente da República ter que assinar, de supetão, decreto
convocando o exército para manter a ordem em defesa dos logradouros e
instituições na Esplanada dos Ministérios. Primeiro, um puxão de orelha no governo
do DF incapaz de cumprir tal mandato que lhe é afeito. Segundo, como se não
existissem leis suficientes, tanto federais como distritais, para manter a
ordem pública. Terceiro, sinal evidente da falência das instituições públicas
encarregadas, em decorrência da incompetência e irresponsabilidade dos
governantes.
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