segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

 


Aleluia! Encômios à maioria dos ministros do STF que, com bom senso, votaram pelo impedimento da reeleição dos presidentes do Congresso Nacional. A apertada margem, porém, mostra o perigo que a Constituição corre, se mais um esquecer que o Supremo tem como primeira missão a sua defesa.


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 Deuses surdos

Se dependesse de rezas de fieis de centenas de devoções, a pandemia do Covid-19, ou não teria acontecido ou já teria desaparecido. O mal está em acreditar nos deuses que as religiões inventaram à imagem do ser humano, atribuindo-lhe competências que, provavelmente, não se afinam com as do  verdadeiro Deus, que existe em função da sustentação do universo onde “nada se cria, nada se perde e tudo se transforma”, em busca de aperfeiçoamento dos seres, segundo leis que o ser humano tenta  violar.

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sábado, 5 de dezembro de 2020

 


Afirmar que “a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado é assunto interno do Legislativo”, conforme decisão da Procuradoria-Geral da República, a dar a chave do galinheiro nas mãos dos legisladores, com direito de arrombar a Constituição que no Parágrafo 4º do Art. 57 é cristalino sobre o  assunto: -“... vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”. Violado esse preceito, qualquer determinação da Constituição passaria a ser interpretado de acordo com interesses particulares, virando águas passadas que não tocam o mesmo moinho, o Brasil que a Constituição deve proteger.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

 


Mais uma vez o Congresso Nacional continua a perder tempo, no momento, tentando mudar a constituição, bem posta, em benefício próprio, na questão da reeleição dos presidentes da casa. Com tantos problemas a serem resolvidos, perde-se precioso tempo para satisfazer vaidosa pretensão de caráter pessoal. O Parágrafo 4º do Art. 57 da Constituição é cristalino, vedando a reeleição, não necessitando de qualquer interpretação como, canhestramente, sugere o vice-presidente Mourão.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

 


 

Sonhei que estava num shopping onde se realizava uma gincana, com a participação dos visitantes. Um dos eventos era a escolha de um grupo de jovens a serem isolados num recinto fechado, sem conhecimento do objetivo. Observei o comportamento do grupo desde sua seleção, até a entrada e saída do grupo do confinamento. No final, resolvi fazer comentário em microfone disponível para quem quisesse usá-lo. Comentei a atitude alegre dos jovens por serem escolhidos, e o ar circunspecto e triste na saída do isolamento, como se algo de errado tivesse acontecido. O locutor advertiu que o evento fora conduzido por experimentado professor. A título de interpretação, conclui que o abalizado professor terá conduzido o grupo a se conscientizar da trágica situação do Brasil, agravado pelo coronavírus, que tanto nos aflige. Que Freud, o pai da psicanálise me confirme ou me corrija.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

 


Excelente o artigo de Adriana Dias Lopes (O papa por ele mesmo, Veja, 25 de novembro) fazendo fiel retrato do papa Francisco em direção a uma são modernidade. À margem do pensamento expresso pelo papa, cabem algumas observações. Por mais que não o diga, subliminarmente, pode se interpretar o pensamento questionando posicionamentos divergentes, dogmaticamente estabelecidos pela Igreja. Senão vejamos: ao dizer que “O homossexual é filho de Deus e tem direito de formar família”; “A separação de um casal pode se tornar moralmente necessária quando se trata de defender o cônjuge mais fraco e os filhos pequenos” e ; em outro contexto, admitindo a dúvida em questão de fé, é visível que, indiretamente, sugere a necessidade de revisão de certos dogmas preestabelecidos: o impedimento de união entre pessoas de mesmo sexo; indissolubilidade do matrimônio; admitindo a dúvida, a validade inquestionável dos dogmas, e; de  raspão, a infalibilidade. 

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020


Mais um crime hediondo contra um negro desperta a ira contra o racismo, à procura das causas de tal descalabro. Como sempre, não se vai à amago do mal defendendo, inclusive, o pouco que o governo já fez com providências paliativas, a exemplo das cotas para o ensino universitário que por mais elogiável que seja, traz em seu bojo efeitos colaterais, como o preterimento de alunos mais qualificados, com o consequente rebaixamento da qualidade do ensino. Esquece-se a raiz da questão, a falta de educação, com escola de qualidade, dando oportunidade a todos, em iguais condições, para defender a própria cidadania. Ao negro, como escravo, nem pensar tal privilégio. Emancipado foi relegado à marginalidade, sofrendo até hoje as consequências.

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