sábado, 13 de junho de 2020

Forças Armadas de atalaia?


Em sua última fala (12 de maio), dizendo sobre a missão das forças Armadas, o presidente Bolsonaro, junto com vice Mourão e ministros militares, mudou da água para o vinho, seu discurso, desanuviando o borrascoso céu político que prenunciava tempestades. Certamente, avessos a enfrentamentos públicos, a desautorizar o chefe supremo, os militares que compõem o Executivo, preferem costurar nos bastidores, redimensionando palavras e atitudes do companheiro de armas. Estaria o Jair ensaiando um nova estratégia, a do Messias, para driblar a possibilidade de um impeachment? Seja como for, a se confiar nas Forças Armadas, a esperança, reclusa na caixa de Pandora, estria dando uma voltinha pelo Brasil?

sexta-feira, 12 de junho de 2020



Falou-se na liberação do pum para promover o isolamento social contra o covid-19. Já imaginaram se, em vez de palavrões, na reunião ministerial de 22 de abril, os participantes tivessem soltados sonoros puns, se possível coloridos para identificação da origem? Seria o estouro da boiada, em busca de máscaras e quarentena de isolamento. Não haveria o convidativo som do berrante capaz de assegurar o união da manada, em busca de conveniências pessoais, algumas contra as instituições.
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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Sexualidade



Ao conferir a marca de minhas cuecas, descobri que algumas trazem a marca ZEUS. Seria a indumentária o instrumento mágico usado pelo homem para conquistar mulheres? Assim pensei.
Na mitologia greco-romana, Zeus é o rei dos deuses. O gerador de celebrada casta de deuses e deusas que se assentam no Olimpo, por ele governado. Disfarçado em majestoso e sedutor cisne, deslizava sobre o lago, escondendo seus predicados sob as águas tranquilas, em busca da conquista de suas amantes.
Foi casado três vezes: com Mirtes, a deusa da prudência; com Themis, a deusa da Justiça e; com a irmã Hera, deusa do casamento. Pouco amante da fidelidade, porém, vivia rodeado de belas deusas que o ajudaram a expandir sua genealogia. .
Tome-se como exemplo as três filhas majorais, as graças, “carités”, deusas da felicidade: Abigail, Euphrosyna e Thália, personalizando, respectivamente, o esplendor, a alegria e o desabrochar, filhas de Zeus com Euteynome, esta filha do deus Oceano.
Depois de tantos poderes atribuídos ao deus dos deuses, não haveria como negar-lhe o poder da procriação, comandados pela sexualidade, o dom maior herdado da natureza, sem o qual nenhum ser vivente subsistiria no Universo. Daí a sabedoria e a importância de atribuir o nome ZEUS à nobre peça encarregada de proteger a sede simbólica da sexualidade masculina.
 Isso, naturalmente, sem menosprezar a peça feminina, com a mesma finalidade, com relação à mulher. As duas peças cueca e calcinha que, no divino momento, afastam-se para dar lugar ao preceito bíblico: “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1:28), cumprindo o veredicto de Cristo – “... e [o homem] com sua mulher serão uma só carne! (Mc 10:8).
Por mais que, tanto bíblica como profanamente, os preceitos venham embrulhados em roupagem mitológica, a verdade simbolizada persiste. Especialista feminina ao tratar do assunto define a calcinha como “a guardiã do paraíso”. Sem dúvida, o sexo é a fonte de sublime prazer incomparável, quando cercada de respeito e amor, seja para a procriação como para o prazer consentido, lembrando, apenas,  que quem está com a chave da porta do paraíso cabe não abrir para qualquer aventureiro, com a intenção de profanar a sublimidade do dom maior outorgou aos seres vivos.
A mitologia grega conta que, quando a deusa Pandora deixou escapar toda a maldade que se espalhou pelo universo, a esperança preferiu
A ciência e a prática vem demonstrando que a sexualidade não se esvai com idade avançada, a não ser por causas imprevisíveis. A impotência não significa extinção do prazer. Tanto assim que igrejas, tão ciosas da pureza dos fiéis, admitem casamento de idosos, sem lhe perguntar se irão viver em abstinência.
Caberia, sim, instituições religiosas se penitenciarem pelo fato de, durante milênios, acusarem, indiscriminadamente, a sexualidade como fone de maldades, a ponte de obrigarem Jesus a nascer por vias não indicadas pela sábia natureza, forçando caminhos miraculosos, desnecessários. Se não me engano, foi o filósofo Santo Agostinho quem advertiu: “Deus não tem vergonha do que criou”.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Corov-19

Finalmente, uma invenção tupiniquim infalível para manter o distanciamento social contra corv-19: a liberação do antissocial pum, o tradicional peido, pelo governo Bolsonaro. Com a vantagem de valorizar leguminosas, do tipo repolho e batata-doce, como matéria prima, para a fabricação de flatulência, passível de engarrafamento e exportação, para povos de terceiro mundo.

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Idiotização

O deputado federal Daniel Silveira (PSL – RJ), depois de ter afirmado que o coronavírus idiotiza, testou positivo para o covid-19. Na lógica, a ciência vai comprovar que Idiota vítima da pandemia torna-se idiota ao quadrado.

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Mateus



Aplique-se o dito popular: “Quem pariu Mateus que o embale”. “Terroristas e marginais” diz Bolsonaro, com relação aos que promovem passeatas antidemocráticas. “Delinquentes e baderneiros”, emendou o vice Hamilton Mourão. O governo que amamentou a turba dos Mateus que os embale, na ponta da baioneta da Constituição, começando pelos seus apoiadores, que encabeçam os movimentos.     

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Quem avisa amigo é



Aviso ao Mourão. Não é hora de fazer experiência. O Brasil precisa urgente ser governado dentro das normas estabelecidas na Constituição. Não há outro caminho. Não esqueça que você é o vice e “se (Bolsonaro) não funcionar, ele irá para o lixo da história”, levando junto o vice e toda a equipe.
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