sábado, 26 de janeiro de 2019

Quando a palavra é prata



Quando se diz que pessoa feliz não fala mal de ninguém, bem entendido: não significa não enxergar as coisas, supostamente, erradas, ficando calado.  Dizer a verdade, na hora certa e com retas intenções, não significa, necessariamente, estar falando mal de alguém, implicando a intenção de destruir o mal falado. A exemplo de governantes, por mais que tenham errado, no mínimo, que se admita que, escrevendo por linhas tortas, ensinaram como não se governa, para exemplo dos futuros. Especialmente aos políticos brasileiros, na situação em que vivemos, recomenda-se muito cuidado para, de repente, não ter que ouvir a evangélica sentença: - “Atire a primeira Pedro quem não tenha pecado”, vendo algum mestre rabiscando no empoeirado chão da política.
Elizio Nilo Caliman

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A procura de Deus


Quando no Catecismo Católico se pede a definição de Deus, a resposta vem sonora e cristalina: - “Deus é um espírito perfeitíssimo e eterno, criador do céu e da Terra e nosso Pai”. Ser perfeitíssimo é aquele que não erra em suas decisões. Leia-se Gênesis: “Então arrependeu-se o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração” (6:6). Arrependimento pressupõe erro a ser corrigido pelo arrependimento, impossível para um ser perfeitíssimo. Deus tenta corrigir o erro, mandando o dilúvio:- “Então disse Deus a Noé: resolvi dar cabo de toda a carne porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra”. Repete, porém, o erro poupando a família de Noé que perpetuou o mau feito. Tudo acontece pela concepção de uma divindade antropomorfizado, carregando os defeitos de qualquer ser humano. Tudo admissível dentro de uma mitologia, biblicamente, construída, ao longo de milênios, ainda em evolução, não diferente de outras mitologias, algumas já caídas no real.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Porte de armas


Perguntas a serem feitas ao presidente Bolsonaro, depois da revisão da lei de Porte de Armas. Porque quatro armas para cada cidadão, não três ou cinco? A defesa do cidadão estará mais garantida pelo número de armas e, justamente, quatro?
Longe de pensar que o capitão presidente esteve pressionado pelos fabricantes de armas, supondo-se relés corporativismo, desde que a autorização pela importação e uso das armas passa pelo crivo das forças armadas.  Legalizado o porte de armas, estaria legalizada a justiça pelas próprias mãos, a ser feita  pelo cidadão de bem? E, finalmente, seria um álibi para o poder público desleixar da segurança dos cidadãos, desde que delegada, a ser feita à revelia, no apontar de revolver contra revolver, normalmente, com desvantagem para o desprevenido cidadão de bem? Elizio N. Caliman

Por mais que a segurança dos cidadãos seja uma das prioridades máximas, prescritas pela Constituição Federal, difícil entender que tenha que passar pela legalização do porte de armas, como se fosse sua garantia, em troca do desarmamento dos criminosos. Por mais que se cerque o caminho para conseguir a autorização, não será privilégio reservado ao cidadão de bem. Há dois milênios Cristo vem advertindo:- “Os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos d luz”. Os mal - intencionados saberão seguir o mesmo caminho, conseguindo as mesmas e, até, mais modernas armas. Quem entende um pouco de psicologia, sabe que os testes de medida da personalidade não são infalíveis. Inclusive, se podem falhar na definição de um diagnóstico, imagine-se para um prognóstico, prevendo futuras mudanças de comportamento do portador, dependendo de imperiosas circunstâncias da vida. Com a legalização do porte de armas, ter-se-ão duas armas, igualmente, legalizadas, apontando uma contra a outra, com nítida desvantagem para o desprevenido cidadão de bem. Imagine-se se, por acaso, a sorte venha a favorecer o cidadão de bem: o trabalho que vai ter para provar a legítima defesa! Ao governo cabe percorrer outros caminhos para garantir a segurança dos cidadãos, previstos nos 75 incisos do Art. 5º da Constituição. Elizio Nilo Caliman

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Prioridades



Eleger prioridade para começar a governar deveria ser a primeira iniciativa de qualquer governante. Se ficar atento, ao fazer o juramento de defender a Constituição Federal no dia da posse, já é estabelecer a prioridade mãe geradora de todas as prioridades. Duzentos e cinquenta artigos, duzentas e cinquenta prioridades a serem cumpridas. Não fossem, não deveriam estar enumeradas. Se algo não for,  que seja extirpada por meio  de uma revisão constitucional da prolixa Carta Magna brasileira. Será prioridade, por exemplo, exigir a liberação da orla do Lago do Paranoá de Brasília ao livre trânsito dos brasileiros?  Sim, desde que a Constituição prescreve o Direito aos brasileiros,  de ir vir, em todo o território nacional (Inciso XV do Art. 5º). Por menor que seja a orla, faz parte do dito território, de livre acesso a todos. Se é constitucional, é prioritário e ... fim de papo. Por oportuno, fica a cargo do juristas estudar os fundamentos para justificar, como prioridade, a liberação do porte de 5 armas para cada brasileiro maior de 25 anos de idade. Por mais que a Constituição prescreva o direito de legítima defesa, há de se levar em conta que a garantia é tarefa do poder público, constitucionalmente estabelecida, dispensando, em princípio, a medida priorizada pelo presidente Bolsonaro.  
Elizio Nilo Caliman
SHIN QI 4 conj.11 c.21
Lago Norte, Brasília – DF 
Tel. 3468 4281

           


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Deus no Universo

O grande mestre de Cambridge Stephen Hawking, em busca do princípio de tudo, com curiosidade infantil, tentando definir, inclusive, a existência ou não de Deus, aventou a teoria de que junto com um ponto ínfimo de densidade infinita, a ser engolido pelos buracos negros, existiria algo que conseguiria escapar da força gravitacional, denominada “partícula fugitiva” que, em sua homenagem passou a ser denominada “radiação Hawking”. Tivesse ele retrocedido no tempo e se encontrado com Baruk Espinosa, teria plausível resposta a sua proposição, na teoria do “Deus sive Natura”. Cada ser existente no Universo, impregnado pela Divindade terá, um dia, sua materialidade engolida pela força gravitacional dos buracos negros. A espiritualidade, representada pela Divindade, pairará acima de qualquer força gravitacional. A apelidada alma, que é a vida dos seres viventes, vem a ser a divindade que sobre-existe à força gravitacional da morte, sustentando a eternidade do Universo. 

domingo, 13 de janeiro de 2019

Jair&Lula



Elizio Nilo Caliman – Brasília
Por mais que não seja leitor de Veja, vale a pena ler o artigo de Roberto  Pompeu de Toledo (16/01/2018) sob o título SETE VEZES JAIR. Partindo do dito por Pompeu tire suas conclusões. De minha parte, é torcer para que Bolsonaro, no futuro, não tenha que se converter em sósia de Lula, vindo a repetir o discurso deste ( 02/05/2005), que,  ao pedir inconvictas desculpas ao Brasil, dizia: “Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis. Indignado pelas revelações que chocam o país, e sobre as quais eu não tinha qualquer conhecimento”, sempre acompanhado do tonitruante refrão - “Eu não sabia de nada”.


sábado, 12 de janeiro de 2019

Corporativismo



Uma das excrescências mais corrosivas da administração pública, que alimenta sobremaneira a corrupção, aquele que, na prática, confunde-se com o relés nepotismo, praticada para favorecimento não, apenas, a parentes mas extensivo a uma categoria a que um governante pertença, é o corporativismo. É esperar como vai agir e permitir o capitão Presidente Bolsonaro, que prometeu tratar todos os brasileiros em igualdade de condições, diante das solidária pretensão dos militares, no sentido de ficarem fora da reforma da Previdência Social, colocando-se acima da Constituição Federal que prescreve, em seu Art. 5º.  “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer Natureza”. Se por pela natureza de funções de categoria há de se admitir exceções , não deverão ser a título de privilégios mas como compensação pela diversidade de ações, a exigir dedicação mais exaustiva e permanente, no tempo e no espaço, como  pode acontecer para qualquer  outra profissão.
Elizio Nilo Caliman
SHIN QI 4 conj.11 c.21
Lago Norte, Brasília – DF 
Tel. 3468 4281