terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Educação



Estranha e preocupante a ideia do novo secretário da Educação do DF, Rafael Parente, de transformar escolas em instituições militares. Já imaginaram os alunos perfilados, batendo continência aos ditames militares, jurando fidelidade inconteste, sem liberdade de expressar opiniões discordantes? A Educação não é missão dos militares, a não ser para preparar cidadãos para missões específicas, no âmbito militar.
Elizio Nilo Caliman
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

desavergonhada represenação


Senhor Redator
Ridícula e vexatória a protocolar presença do presidente do STF Dias Toffoli, na posse do presidente Bolsonaro, portando, sem qualquer constrangimento, desavergonhada mascara, fingindo harmonia com as intenções do novo presidente com relação ao combate à corrupção, em completa desarmonia com sua proverbial atuação  a favor dos criminosos como membro e, agora, presidente do órgão máximo da Justiça. Um mínimo de coerência indicaria espontâneo afastamento temporário do cargo, deixando a representação aos cuidados da vice-presidente Carmem Lúcia que, pelo menos, ainda, equilibra-se entre a timidez e a falta de efetiva disposição de combate aos descalabros de alguns de seus pares.

Elizio Nilo Caliman



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O chefe dos mascarados


Jamais vista tamanha cara de pau, escondida atrás do volutuoso título de Presidente do Supremo Tribunal Federal, acompanhando e participando das solenidades da posse do presidente da República. Se pelo cargo, assim teria que ser o ritual, pela sua história pregressa, porém, nada condizente com a pregação de Bolsonaro, se um mínimo de coerência lhe restasse, Dias Toffoli teria dispensado a máscara, renunciando ao cargo para não fazer papel tão contraditório a seu script costumeiro. Pelo visto, pretende continuar com a máscara, como estão fazendo outros três conhecidos ministros do STF, farinha de mesmo saco.
Elizio Nilo Caliman


Mascarados



O Supremo Tribunal Federal está semeado de mascarados que, enrolados em voluptuosas togas, fingem defender a Constituição enquanto, na calada da noite, tentam dar fôlego aos corruptores da nação brasileira. Ainda que em minoria, corre-se o risco de vê-los vitoriosos em sua empreitada, enquanto a maioria dos pares, silentes e condescendentes, dormitam em suas giratórias poltronas, com os olhos voltados para as estrelas que vão se apagando no céu da pátria, veladas por negras nuvens, prenunciando dias sombrios para um Brasil suspenso à beira do abismo.
Elizio Nilo Caliman


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O estribilho

No ato de posse, todo o presidente cria um refrão, na tentativa de eternizar seu discurso. Bolsonaro caprichou no seu sonoro estribilho:  - O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos, impresso em milhares de camisas a serem vestidas por quem pretende outro Brasil.  O dístico carece de interpretação,  que pode ser entendido e desentendido, dependendo do anjo do bom ou mau pensar que vem de dentro de quem interpreta: O Brasil da corrupção, pregado pelos corruptos? O Brasil das propinas enchendo bolsos e cuecas de governantes gananciosos? Espera-se que não esteja falando do deus da mamona que vinha governando o Brasil há vinte anos. Bom seria que Bolsonaro tivesse lembrado o celebre refrão que imortalizou o discurso de posse de Kennedy: - Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país. Não será um solitário Bolsonaro a salvar o Brasil mas o Brasil inteiro vestindo a camisa  - O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos, um Brasil fundamentado na moral e na ética, assistido por um Deus nascido e acreditado no coração de  cada brasileiro, sem imposição de qualquer crença ou descrença. Elizio Nilo Caliman

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Arbítrio


Em “O mito da liberdade”, Yuval  Noah Harari disse bem ao afirmar que, se existe arbítrio, esse não é livre, desde que não se tem a prerrogativa de decidir pelos próprios desejos. Que não se chegue, porém, a ponto de se negar a liberdade de, pelo menos, optar pelo menos pior, como acontece, por exemplo, ao eleger um presidente da República. Agora e torcer e ajudar para que não venha a acontecer o pior (Veja, A DEFESA DA DEMOCRACIA LIBERAL, 2 de janeiro 2019).
Elizio Nilo Caliman

Um conselho




Depois de ouvir seu belo discurso de posse como presidente do Brasil, um conselho para Bolsonaro: - Lembre-se de que o Brasil é um país laico onde, se todas as religiões devem ser respeitadas, nenhuma deve ser privilegiada. Além do mais, não fale muito de Deus, pois, existem muitos brasileiros que dizem não acreditar em Deus e vão pensar que você não é o presidente de todos os brasileiros.
Elizio Nilo Caliman
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