Como imaginar um governo presidido por um presidiário? Para
obedecer a Constituição Federal, sua sede só poderia ser Brasília, capital do
Brasil. Na Papuda, pois, é o único presídio localizado no DF. Quem seriam seus
ministros? Logicamente, presidiários, pois, se não o forem, só poderiam ter
contato com o presidente uma vez por semana, no dia de visitas. Haveria a
necessidade de desocupar as dependências da Papuda para instalar os outros dos poderes
para funcionarem mais harmonicamente, cedendo suas sumptuosas dependências, lá
fora, aos perseguidos pela justiça, com foro privilegiado, à espera das
calendas gregas para aerem julgados por um poder, agora, plenamente favorável, segundo
um ética a ser instalada de acordo com princípios de uma ortodoxia às avessas.
Uma confusão de termos e conceitos: presídio, presidiário, presidente, iluminados
por um sol nascendo quadrado.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
Marte a perder de vistta
Feito extraordinário da ciência ao descobrir água líquida no planeta Marte, prevendo a possibilidade de vida microorgânica em seu solo. Dai para se admitir vida mais complexa, a ponto de se pensar na possibilidade de emigração de seres humanos para o planeta vermelho, vai incalculável ditância, diante das condições climáticas, e que tais, adversas para sua sustentabilidade fora do ambiente terráqueo. Igual dispêndio de recusos haveria de ser pensado e aplicado, certamente, com maior proveito, para recuperar e presevar o passarinho que temos na mão, antes que o hábitat terráqueo se torne inóspito, com a previsível e catastrófica extinção da humanidade.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
No reino da insensatez
A cada tentativa de magistrados do STF, tentando justificar o
aumento de seus salários, mais revolta despertam no povo brasileiro. Vem o
ministro Ricardo Lewandowski acenar para o resgate de dinheiro aos cofres
públicos, a exemplo da operação Laja Jato, como compensação pelo dito aumento,
como se os ministros lá estivessem para fazer retornar aos próprios bolsos o
dinheiro roubado dos bolsos dos trabalhadores. Pasmem, traído e cegado pela
sede de maiores salários, inadvertidamente, transforma a maioria de seus pares,
que apoiam a tramoia, em cumplices da monumental roubalheira, perpetrada contra
os cofres da nação, ainda, não totalmente desvendada.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Saidão
Se já está comprovado que a cada saidão de presos em datas comemorativas,
a criminalidade aumenta na sociedade, conforme asseverou o Diretor da Polícia Cívil
do Distrito Federal Jeferson Lisboa, porque teimar em conceder tal regalia? Porque
não inverter situação, concedendo aos pais
um visita especial aos filhos para, quem sabe, dar-lhes alguns conselhos de
como se portarem quando tiverem cumprido a pena? Seria a melhor forma evitar
tragédias do tipo acontecido no saidão dos dias dos pois em Brasília, matando duas
pessoas e ferindo outras.
Decifrando personalidades
Merece um estudo acurado das
ciências psicológicas e, quiça, psiquiátricas, a personalidade dos magistrados
colocados nos mais altos postos das instituições jurídicas do pais, bem representados
pelos ministros do STF, hoje, em maior evidência. Há certos colocações e comportamentos
que nem o pai da psicanalise Freud consegue explicar. Em contraponto à enaltecida
sabedoria literária e jurídica, versejada em longos e empolados discursos,
varando noites e madrugadas sonolentas, vão aos extremos de infantil simploriedade
ao mais escrachado cinismo, na tentativa de explicarem e justificarem esdrúxulas
colocações e decisões, convencidos de que estão conseguindo enganar o povo
brasileiro. Esquecem a sentença de Abrahan Lincoln – “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns
por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. A título de
exemplo, pelas reações observadas na mídia, com relação à pedalada chutando a
bola do aumento de seus proventos, estejam certos que esse tempo já chegou.
Todos unidos
Ótima a idéia de Bolsonaro ao dizer que em seu futuro governo o exercito
vai tocar obras, Brasil a fora. Ele e seu vice, que são militares, por ele, agora,
declarando-se soldados do Brasil, estarão com mãos no arrado para ajudar a reconstituir
o Brasil. Ao dizer que os prisioneiros não ficarão de braços cruzados na
cadeia, tendo que dar sua contribição, vamos ver os presos Lula, Dirceu e companheirada
calejando as mãos com enxadas, pás e picaretas, ajudando a remediar os males
que causaram, quando se achavam os donos do Brasil.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
capitão&general
Na selagem da chapa Bolsonaro x Mourão, como candidatos ao poder maior do
Brasil, junta-se a fome com a vontade de comer. Fome de poder de quem sempre
comeu no prato da pseudo redentora, e a
vontade de comer de quem, até ontem, vinha defendendo a volta da malfadada.
Agora, com medo da voz do povo, no discurso do anúncio do noivado, ambos dando
homéricas voltas, tentando convencer o povo de que foram mal
interpretados em seus ditados pretéritos. "Agora nós,
eu e ele, estamos tentando pelo voto
chegar ao poder”, disse Bolsonaro, em abafado tom
democrático. “Não foi bem o que quis dizer, eu fui mal
interpretado naquilo alí”, emendou um Mourão, nada convincente. E o,
agora, ex-capitão encerrou: “No momento deixo de ser
capitão e o general deixa de ser general, passamos a ser soldados do nosso
Brasil". Só faltou explicar, soldados defendendo, subliminarmente, qual
“nosso Brasil”. Esse que aí está, afundando na corrupção?
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