segunda-feira, 5 de março de 2018

O Atlas da mitologia tupiniquim.


O título do livro de Erich von Daniken (1968) - Eram os deuses astronautas? pode, muito bem, simbolizar a antevisão de um período a ser vivido pelo Brasil a partir do dia em que determinado partido tomou conta do poder, no despertar do promissor século XXI. A pergunta seria hoje, a ser formulada a partir da variante: – Eram deuses os companheiros, que vieram prometendo salvar o Brasil? É conhecida a petulância de certos personagens que rodeavam o Olimpo na Antiga Grécia, pretendendo-se deuses, quando eram simples mortais, ambicionando a divinização por meios falsos feitos extraordinários, levando o povo ignorante a coloca-los no altar dos deuses. Tome-se como exemplo o fracassado Atlas, castigado por Zeus a vergar, até hoje, sob atlântico peso de descomunal planeta. Nossos pseudo deuses rodeiam o altar da pátria não pretendendo dar o braço a torcer, arriscando repetir a dose de infortúnios desencadeados sobre o Brasil. Está na hora de alguém ser colocado a carregar em suas costas o descomunal peso da irresponsabilidade praticada.

sábado, 3 de março de 2018

Quem é quem


Assim como, agora, existe no governo Temer o super ministro Jungmann que promete, e espera-se, vai salvar o Brasil contra a corrupção e a insegurança, existe no STF o presumido super ministro GilmarMendes interpondo-se, nas sombras da noite, como interlocutor entre os poderes Judiciário e  Executivo, tentando colocar saia justa em sua colga presidente. Que anda acusando colega de falar pelos cotovelos, ele próprio falando com os pés pela cabeça, e não se dizendo por onde mais, que já provou, sobejamente, que é capaz de semear a daninha cizânia da discórdia  por onde passa com sua tonitruante, às vezes, soturna, mas sempre ferina voz.


Soturno

Como seria salutar e legal que o presidente Temer, para se informar e orientar,  não se reportasse ao ministro Gilmar Mendes, em soturnos e noturnos encontros, como se fosse ele o interlocutor entre os poderes Judiciário e Executivo, colocando de escanteio a colega presidente Carmen Lúcia. Provavelmente, falta-lhe coragem para enfrentar quem, realmente, representa o terceiro poder que, pelo que se vem notando, não está se afinando com a corrupção que anda semeada em seu governo, ainda que, 

Crnaval


O Carnaval são três dias em que é permitido ao povo, escondendo a identidade sob máscaras, extravasar suas paixões reprimidas durante um ano inteiro, sem ser incomodado por uma consciência amordaçada pela hipocrisia de uma sociedade moralista. Tempo passageiro, sucedido pela Quaresma para retornar a consciência ao seu estado hipnótico de respeito a mal ajambrada moral e ética, por meio de jejuns e penitências. Só à classe política e seus apadrinhados, arrastados por caudal de propinas, é permitido fazer valer o carnaval para tempo sem fim, mascarados sob o disfarce de hipócritas promessas de salvadores da pátria.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Cada macaco em seu galho

  • Assim como, agora, existe no governo Temer o super ministro Jungmann  que promete, e espera-se, vai salvar o Brasil contra a corrupção e a insegurança, existe no STF o presumido super ministro Gilmar, interpondo-se, nas sombras da noite, como interlocutor entre os poderes Judiciário e  Executivo, tentando colocar saia justa em sua colga presidente. Que anda acusando colega de falar pelos cotovelos, ele próprio falando com os pés pela cabeça, e não se dizendo por onde mais, que já provou, sobejamente, que é capaz de semear a daninha cizânia por onde  passa com sua tonitruante, às vezes,  soturna, sempre ferina voz.
        Como seria saltar e legal que o presidente Temer, para se informar e orientar, não se reportasse ao ministro Gilmar Mendes, em soturnos e noturnos encontros, como se fosse ele o interlocutor entre os poderes Judiciário e Executivo, colocando de escanteio a colega presidente Carmen Lúcia. Provavelmente, falta-lhe coragem para enfrentar quem, realmente, representa o terceiro poder que, pelo que se vem notando, não está se afinando com a corrupção que anda semeada em seu governo, ainda que, sem suficiente e declarada convicção.





quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Promoção?



“Promoveatur ut amoveatur”, é uma expressão latina, dizendo-se da promoção de alguém com o intuito de tirá-lo de determinado cargo para se livrar de sua incômoda presença. Não é bem o aconteceu com o diretor da polícia federal, Fernando Segóvia, sumariamente demitido pelo ministro Jungmann, sem qualquer intenção de promove-lo. Ficou, literalmente, no olho da rua. Terá corrido, imediatamente, ao palácio do Canguru, pedindo a Temer que o livrasse de tamanho vexame, depois dos relevantes serviços que lhe vinha prestando. Agora está o presidente dando mil voltas infantis, dizendo que não houve dispensa, mas um ajustamento, como se um cargo como adido de embaixada em Roma, tivesse a algo ver com a complexa arrumação da intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro. Presidente, poupe o povo do vexame de ter que engolir mais essa.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Viajando pela política na espreita da politicagem

1. Quando juízes, que seriam os encarregados de fazer valer o preceito constitucional de que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, ameaçam parar se o STF cortar o privilégio auxilio moradia, é sinal evidente de que o Brasil está longe de frear a disparada na percepção da corrupção mundial colocando-o na vergonhosa marca do 96º posto, no ranking global dos países mais corruptos do planeta.

2. Associação dos Juízes Federais do Brasil, para a greve da classe Infantil, senão cínica, a desculpa de Roberto Veloso, presidente da exemplo dos juízes estaduais justificassem o erro nos federais. Coisa de criança, se fossem crianças. Como são adultos, só mesmo cinismo. Façam a greve para uma lei igualitária. Evidente, se modificada a lei, terá que atingir a todos, para que se compra o pétreo princípio constitucional de que - “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza... Um erro não justifica outro erro.

3. Qual diferença entre Juiz e o professor, para este receber, como piso salarial, a metade do que o juiz recebe só de auxílio moradia? Muito simples: depende da importância dada à missão de cada um. Enquanto o juiz cuida de questões envolvendo dinheiro, o ouro cobiçado pelos corruptos, o professor é encarregado da difícil, ingrata e desprezada missão da formação do caráter, nada interessante a governos que precisam manter o eleitor na ignorância, para arrastar-lhe o voto para as urnas eleitorais.

4. Enquanto o governo se perde nos morros do Rio de Janeiro, tentando restabelecer a segurança nacional, em Goiás, como nas demais unidades federativas, os bandidos dominam os presídios comandando a insegurança nacional. Governo, que não consegue manter a ordem dentro do limitado espaço dos presídios, está mais por fora da realidade do que casca de ovo sendo quebrado por canhonaços de mal-ajambrada intervenção sem, sequer, se aproveitar a gema para a tradicional omelete a ser servida ao povo brasileiro.

 5. Deflagrada a extrema e última cartada, visando restabelecer segurança no estado do Rio de Janeiro, o protótipo do que acontece em, praticamente, todas as unidades federativas do Brasil, sem excetuar a privilegiada Brasília, a intervenção militar vai patinar por bom tempo, enquanto os responsáveis para colocá-la em prática brigam pela definição de quem é quem na distribuição de competências. Os poderes estadual e municipal, a quem deve ser debitada a calamitosa situação, acham-se, agora, no direito de dar palpites, como se interventor viesse a reboque. General Fraga Neto, põe a coroa na cabeça antes que cinja cabeças ocas que não fizeram sua tarefa no tempo hábil. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.