sábado, 21 de outubro de 2017

Comunhão

Durante séculos a Igreja Romana manteve o costume de proibir aos fiéis de tocarem com as mãos a hóstia consagrada, preferindo ser ministrada diretamente na boca do comungante, como se faz ao alimentar crianças. A partir do Concílio Vaticano II, acontecido na década de 60 do século passado, tal preceito foi modificado possibilitando aos féis receberem a espécie colocada em suas mãos. Apesar da liberação, ainda existem celebrantes teimando manter o costume anterior a pretexto de suposto respeito. No domingo passado, na igreja de São Sebastião de Planaltina – DF, o diácono ministrante negou-se a dar a comunhão a um fiel que pretendia recebe-la na mão, causando serio transtorno, diante da reação do comungante e parentes. Consta que o fiel é, realmente, um honesto agricultor que, obedecendo o mandamento do Senhor a Adão e Eva ao serem expulsos do Éden, passou a vida toda lidando com a terra para produzir alimento para o povo supondo, o tal diácono, que o comungante teria as mãos sujas da sagrada terra.

domingo, 15 de outubro de 2017

HARMONIA?



Admirável ou estranha a habilidade dos membros do STF, ao conduzir a espinhosa situação desencadeada pela prisão noturna decretada contra o senador Aécio Neves, à revelia de autorização do Senado Federal, salvando a aparência da harmonia que deveria acompanhar a suposta e pretensa independência dos poderes da República. Entre tapas e beijos de costumeiros contendores, armados de inflamados discursos, tudo indicava o desabar de uma crise institucional sem precedentes, onde independência e harmonia passariam a ser favas contadas. Nos estertores do entrevero, depois de periclitante e titubeante voto de minerva da presidente do colegiado, sem clareza para que lado, a bonança se fez presente fazendo confluir pensamentos tão contraditórios para o lugar comum das conveniências, contentando gregos e troianos. Tudo indica que os poderes da República vão continuar independentes, lutando em defesa dos corruptos em perfeita desarmonia com o povo brasileiro.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vergonha

Há quem sugerisse acrescentar na cesta básica um quilinho de vergonha na cara. Esquece que esse item já vem na carga hereditária que o povo sabe muito bem utiliza-lo nas horas certas. Os colarinhos bancos já esconderam a vergonha sob   as inúmeras camadas de óleo de peroba disfarçada sob a capa do cinismo. Além do mais, colarinho branco não vai atrás de cesta básica, compra do bom e do melhor, frequentemente, nos mercados exteriores, pagando a conta com o dinheiro surrupiado do povo.

Coroa dando sopa

       Por ter seguido o sensato conselho do velho pai – “Se o Brasil se tonar independente de Portugal, põe a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela”, foi que Dom Pedro I salvou o Brasil de continuar escravo de Portugal ou caísse nas mãos de qualquer aventureiro disposto a transforma-lo em entreposto de exploração de suas riquezas por nações estrangeiras.
       A coroa da presidência do Brasil está exposta à cobiça de aventureiro do tipo Bolsonaro, pronto a arrastar o Brasil para caminhos mais do que previsíveis. Se faltar alguém, capaz de ouvir o alerta da Pátria, com cabeça em cima do pescoço para portá-la. Sem outra opção, qualquer liderança por menos sensata, arrastará milhões de desprevenidos que, ainda, não aprenderam a votar, levados a trocar seu voto por relés propinas do tipo bolsa família.

       Triste e lamentável que num Brasil com 200 milhões de habitantes não surja um líder da tempera de um Andrada, o patriarca da Independência, capaz de conduzir o Brasil para a independência, não se deixando levar pela corrupção.

Forças gravotacionais

A detecção dos efeitos no espaço-tempo provocados pela força de gravidade de dois buracos negros que se chocaram a 1.3 bilhão de anos, prevista a cem anos atrás por Einstein em sua teoria da relatividade, propiciou o nobel da Física aos três cientistas americanos.  Segundo Einstein “ as ondas são geradas pela força da gravidade formando um campo que deforma tudo o que encontra pela frente, enrugando o espaço na direção em que viajam”. A próxima láurea será concedida a quem conseguir detectar e prevenir os efeitos causados pela força gravitacional de dois outros buracos negros que se chocaram e engoliram não se sabe, ainda, em que época da evolução da espécie humana: o buraco negro do cinismo com o buraco negro da falta de vergonha, males que atacam os políticos brasileiros, que vem arrastando tudo o que encontram pela frente, levando o Brasil para o fundo do poço enrugando seu tecido social.  A similaridade dos dois fenômenos é patente diferindo, apenas, quanto ao alvo atingido. Enquanto o primeiro atinge o tecido do Universo físico, o segundo atinge o universo moral e ético do Brasil, enrugando sua consciência social.  Levará o prémio quem descobrir e aplicar os instrumentos adequados para controle dos efeitos, desmantelando e aniquilando o exército de depredadores da Pátria.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vergonha

Há quem sugerisse acrescentar na cesta básica um quilinho de vergonha na cara. Esquece que esse item já vem na carga hereditária que o povo sabe muito bem utiliza-lo nas horas certas. Os colarinhos bancos já esconderam a vergonha sob   as inúmeras camadas de óleo de peroba disfarçada sob a capa do cinismo. Além do mais, colarinho branco não vai atrás de cesta básica, compra do bom e do melhor, frequentemente, nos mercados exteriores, pagando a conta com o dinheiro surrupiado do povo.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vergonha

O adiamento do julgamento do caso de Aécio Neves pelo Senado Federal é a indicação da dependência dos poderes da República. Se os senadores têm a convicção de que caberia à instituição decidir, não haveria porque esperar pelo STF.   Vai que o Suprema mantenha a decisão da turma de magistrados, adeus à decantada harmonia. Desde que o que vale na incipiente República brasileira é a conveniência, que se dane a pétrea dupla da independência e harmonia prescrita pelo Art.2º da Consituição. Quem inventou a República, que se finge praticar por aqui, esqueceu de estabelecer um quarto poder, o do bom senso que se traduz em vergonha na cara besuntada de óleo de peroba