segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vergonha

Há quem sugerisse acrescentar na cesta básica um quilinho de vergonha na cara. Esquece que esse item já vem na carga hereditária que o povo sabe muito bem utiliza-lo nas horas certas. Os colarinhos bancos já esconderam a vergonha sob   as inúmeras camadas de óleo de peroba disfarçada sob a capa do cinismo. Além do mais, colarinho branco não vai atrás de cesta básica, compra do bom e do melhor, frequentemente, nos mercados exteriores, pagando a conta com o dinheiro surrupiado do povo.

Coroa dando sopa

       Por ter seguido o sensato conselho do velho pai – “Se o Brasil se tonar independente de Portugal, põe a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela”, foi que Dom Pedro I salvou o Brasil de continuar escravo de Portugal ou caísse nas mãos de qualquer aventureiro disposto a transforma-lo em entreposto de exploração de suas riquezas por nações estrangeiras.
       A coroa da presidência do Brasil está exposta à cobiça de aventureiro do tipo Bolsonaro, pronto a arrastar o Brasil para caminhos mais do que previsíveis. Se faltar alguém, capaz de ouvir o alerta da Pátria, com cabeça em cima do pescoço para portá-la. Sem outra opção, qualquer liderança por menos sensata, arrastará milhões de desprevenidos que, ainda, não aprenderam a votar, levados a trocar seu voto por relés propinas do tipo bolsa família.

       Triste e lamentável que num Brasil com 200 milhões de habitantes não surja um líder da tempera de um Andrada, o patriarca da Independência, capaz de conduzir o Brasil para a independência, não se deixando levar pela corrupção.

Forças gravotacionais

A detecção dos efeitos no espaço-tempo provocados pela força de gravidade de dois buracos negros que se chocaram a 1.3 bilhão de anos, prevista a cem anos atrás por Einstein em sua teoria da relatividade, propiciou o nobel da Física aos três cientistas americanos.  Segundo Einstein “ as ondas são geradas pela força da gravidade formando um campo que deforma tudo o que encontra pela frente, enrugando o espaço na direção em que viajam”. A próxima láurea será concedida a quem conseguir detectar e prevenir os efeitos causados pela força gravitacional de dois outros buracos negros que se chocaram e engoliram não se sabe, ainda, em que época da evolução da espécie humana: o buraco negro do cinismo com o buraco negro da falta de vergonha, males que atacam os políticos brasileiros, que vem arrastando tudo o que encontram pela frente, levando o Brasil para o fundo do poço enrugando seu tecido social.  A similaridade dos dois fenômenos é patente diferindo, apenas, quanto ao alvo atingido. Enquanto o primeiro atinge o tecido do Universo físico, o segundo atinge o universo moral e ético do Brasil, enrugando sua consciência social.  Levará o prémio quem descobrir e aplicar os instrumentos adequados para controle dos efeitos, desmantelando e aniquilando o exército de depredadores da Pátria.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vergonha

Há quem sugerisse acrescentar na cesta básica um quilinho de vergonha na cara. Esquece que esse item já vem na carga hereditária que o povo sabe muito bem utiliza-lo nas horas certas. Os colarinhos bancos já esconderam a vergonha sob   as inúmeras camadas de óleo de peroba disfarçada sob a capa do cinismo. Além do mais, colarinho branco não vai atrás de cesta básica, compra do bom e do melhor, frequentemente, nos mercados exteriores, pagando a conta com o dinheiro surrupiado do povo.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vergonha

O adiamento do julgamento do caso de Aécio Neves pelo Senado Federal é a indicação da dependência dos poderes da República. Se os senadores têm a convicção de que caberia à instituição decidir, não haveria porque esperar pelo STF.   Vai que o Suprema mantenha a decisão da turma de magistrados, adeus à decantada harmonia. Desde que o que vale na incipiente República brasileira é a conveniência, que se dane a pétrea dupla da independência e harmonia prescrita pelo Art.2º da Consituição. Quem inventou a República, que se finge praticar por aqui, esqueceu de estabelecer um quarto poder, o do bom senso que se traduz em vergonha na cara besuntada de óleo de peroba

terça-feira, 3 de outubro de 2017

1.     À luz da Psicanálise, estupradores do tipo de Roger Abdelmassih e Antônio Carlos Santos, multi reincidentes e, imprudentemente, colocados em regime de prisão domiciliar, com sérias ameaças à sociedade, seria mais acertado interna-los em manicômio tendo em vista que seus atos são praticados sob pressão de forças psicológicas incontroláveis que, a rigor, os tornaria  inimputáveis, à semelhança dos assassinos que nos Estados Unidos  vêm metralhando populações indefesas, também, premidos por diferentes forças que fogem à própria capacidade  de controle.

2.     A declaração do general Mourão sugerindo a possibilidade de uma intervenção militar na caótica situação em que se encontra o governo do Brasil, discursos de todos os matizes, que se dizem de direita, de esquerda ou de centro, encharcam a mídia questionando a legalidade e a constitucionalidade de tal ação, numa exuberante manifestação de liberdade de expressão. Vai-se ao Art. 142 da Constituição Federal que reza: - “As forças Armadas... destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Consultem-se abalizados juristas que, unanimemente, afirmam que a jurisprudência brasileira, ainda, ainda não chegou a uma interpretação definitiva com relação à citada matéria constitucional. Ponto crucial: a necessidade de autorização do qualquer dos poderes constitucionais. No caso em epigrafe, como conseguir tal autorização se os três poderes da República estão chafurdados na lama da corrupção? Leigo no assunto  mas cidadão interessado e bem ligado, dou meu palpite:  distingam-se duas partes na ação prescrita para as Forças Armadas – primeiramente, “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais”, obviamente, quando agindo de acordo com a Constituição e, em segundo momento, para a “manutenção da lei e da ordem” aqui, sim, com a autorização de qualquer dos poderes restaurados ou em via de restauração.
3.     Dependendo das circunstâncias, nem sempre o ideal é o melhor. Os que advogam a liberdade para Lula se candidatar à presidência em 2018, para demonstrar que não tem o apoio popular que alardeiam seus apaniguados, teria sentido se nosso processo eleitoral tivesse a transparência necessária para um julgamento dentro da legalidade. É provável que boa parte do povo brasileiro, ainda, não se apercebeu quer está sendo conduzido por um líder, ainda que inconteste, porém, sem moral e sem ética, defendendo o poder com a compra de apoio via propinas. A própria bolsa família, foi transformada em mini propinas mensais que, multiplicadas por muitos milhões de favorecidos, virou uma mega propina de fazer inveja aos mais aquinhoados pelo mastodôntico propinoduto instalado no governo pelo ex-presidente. Mais uma vez, sem uma justa reforma eleitoral, o Brasil correria o risco de ter na presidência quem o conduziu ao estado falimentar em que se encontra, se permitida sua candidatura.
4.     Não será pela falta de água nos reservatórios Brasil afora que a Lava-Jato vai ser desativada. A operação não é acionada pelo solvente universal H2O, mas pelo poderoso solvente social ME, Moral e Ética, infelizmente, esquecido pelos políticos no fundo do reservatório da consciência nacional.
5.     O grande dilema do Poder Judiciário, representado pelo STF: se mexer na m. vai feder ainda mais, se não mexer, o Brasil vai afundar. Que não prevaleça, como mais importante, tentar salvar a reputação de seus componentes, que já anda pelas beiradas da ineficiência perante a opinião  púbica.
6.     Incrível a opinião de autoridades americanas afirmando que é prematuro pensar em mudar a lei de venda armas à população. “Mutatis mutandi, é o mesmo que o Brasil está fazendo permitindo que reincidentes estupradores continuem soltos, em questionável prisão domiciliar, colocando em previsível risco a sociedade brasileira.
7.     Estranho que a Procuradora Geral Raquel Dodge pretenda ouvir o presidente Temer quando já o fez, clandestinamente no escuro da noite, várias vezes antes de sua posse no cargo. O que mais haveria a confabular com o presidente, duas vezes indiciado por corrupção pelo seu antecessor Rodrigo Janot e cujo processo, ela mesma, recomendou fosse encaminhado à Câmara Federal?


domingo, 1 de outubro de 2017

Quem pode, pode

Na antiguidade, quem se considerava com plenos poderes para governar, tinha o direito de organizar seu calendário de acordo com as próprias conveniências. Assim aconteceu com os imperadores romanos, césares considerados semideuses, Július e Augustus, que tiveram o poder de privilegiar os meses de julho e agosto com 31 dias em sua homenagem, tirando-os do mês do infausto fevereiro que não tinha quem o defendesse. Por que o todo poderoso semideus Lula da Silva não teria o direito de aquinhoar os meses de setembro e novembro com mais um dia para caberem as maravilhas que pretendia enumerar, inclusive, para salvar a pele contra as acusações da Lava-Jato? Até o momento, porém, não explicou de onde tirou esses dias, pois, fevereiro continua com 28 dias recebendo em compensação, apenas, mais um dia a cada quatro anos, conforme já vinha acontecendo desde o Império Romano. Provavelmente, o milagre da multiplicação dos dias do ano que a Bíblia não diz, preocupada, apenas, em estabelecer os dias da semana.