quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ilusionismo



Ao acusar o Ministério Público de ilusionista com relação às acusações que lhe são feitas, o ex-presidente Lula  ainda não percebeu que a Lava Jato veio como desmancha prazeres desvendando os truques que veio praticando na tentativa de enganar o povo brasileiro, esquecendo a lição de Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar a alguns  por todo o tempo; Mas não se pode enganar  a todos todo o tempo.


domingo, 4 de setembro de 2016

A lei, ora a lei!


Definitivamente, as leis no Brasil são feitas para não serem cumpridas. Deixam tantos buracos para possíveis e impossíveis recursos que, dificilmente, um processo chega ao final em tempo de atender seu objetivo. Falta sempre algo que desestimule recursos protelatórios ao infinito. Tome-se como exemplo a lei da delação premiada. Carece, apenas, de um artigo e um Parágrafo único para interessar e forçar o delator a simplificar o processo, nos seguintes termos: Art. Ao se apresentar ao juiz para começar a delação, o delator devera portar consigo a mala contendo tudo o que recebeu, como propina a serviço da corrupção, com juros e correção monetária, acrescido do resultado da confiscação de seus bens, tudo a ser depositado no FITB, Fundo de Investimento Tapa Buraco, a ser utilizado, exclusivamente, para amortizar prejuízos causados pelos atos corruptivos. Para aliciar o delator acrescentar: Parágrafo único. Comprovada a fidelidade da delação e concluído o processo, após o ressarcimento dos prejuízos ao erário público, o delator fará juz: I - à sobra do que foi depositado, com a devida correção monetária; II - Caso não haja sobra, ser-lhe-á concedida pensão, correspondente ao salário mínimo em vigor, para que possa se sustentar, enquanto não conseguir emprego.

sábado, 3 de setembro de 2016

Ubi sumus?


Ubi sumus, Lewandowski, gritam mil Cícero Brasil afora para um desavisado Catilina que permite ao Senado Federal cometer tão hediondo crime contra a Constituição Federal, tentando arrastá-la para a sarjeta do desprezo onde corre a lama da corrupção apadrinhada por significativa parcela da instituição, justamente encarregada de fazer as leis para proteger e fazer cumprir a lei maior da nação brasileira. Nuvem espeça cobre o Brasil na expectativa de que a corte suprema da Justiça venha a dissipá-la, soprada pelo vento da honradez reconstituindo a legalidade ferida.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

De múltima hora

De última hora, o incrível acontece. O parágrafo único do Art. 52 da Constituição Federal é cristalino ao vincular a inabilitação, por oito anos, à perda do cargo de Presidente e Vice-Presidente da República e de outros servidores nomeados nos itens I e II. Durante mais de nove meses da tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma, tanto os defensores como os opositores defenderam, cada qual com seus argumentos e a seu modo, a observância inquebrantável da Constituição. No frigir dos ovos, nos estertores do processo de impeachment, com a condescendência do presidente da mais alta corte da Justiça, mediante esdrúxulo acordo entre as partes, quebram-se as juras de fidelidade à Carta Magna e a presidente sai com meia vitória com a possiblidade, inclusive, de se candidatar à mesmo cargo, podendo, quem sabe, contar com a mesma condescendência da lei da ficha limpa que ninguém sabe com que roupagem vai aparecer depois de possíveis revisões, à sombra de mais conluios. Pior ainda, a anunciada inapetência dos opositores de irem ao Supremo Tribunal Federal para, no mínimo, tentar remendar o calamitoso estrago com o agravante de que, para tanto, o colegiado terá que contrariar seu presidente que presidiu no Senado o julgamento do impeachment.


domingo, 28 de agosto de 2016

Raposas e lobos

É bom que o povo, que foi às ruas exigir limites à deslavada corrupção que infesta as instituições brasileiras, saiba que não existe, apenas, uma ladina raposa rondando o galinheiro. Existem lobos traiçoeiros travestidos na pele de cordeiro, inclusive com a chave do galinheiro e do  poder nas mãos, tentando livrar os corruptos da cadeia forçando a queima de graves delações, na tentativa de fazer voltar tudo à estaca zero. Além do que foi relado pela reportagem de Veja, envolvendo o ministro Dias Tóffoli, que outras foças ocultas teriam o poder de forçar o, até agora, insuspeito procurador Rodrigo Janot a tomar tal medida, pondo em risco a Operação Lava Jato?     

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Futebol

Definitivamente, o Brasil deixou de ser o pais do futebol, passando a ser a pátria das olimpíadas, pelo menos, até que, quem sabe,  o Japão o desbanque em 2020. Coloco-me entre os 200 milhões de técnicos da seleção brasileira, reservando-me o direito de dar palpite. A seleção só vai melhorar no dia em que deixar de ser a legião estrangeira formada por jogadores vendidos ao exterior, com duas grandes vantagens: vai segurar no Brasil os jogadores que pretendam atuara na seleção, contra os vendilhões dos nossos melhores atletas e; dará ao técnico principal a liberdade de treinar a seleção, durante quatro anos, sem ter que dar satisfação aos dirigentes estrangeiros esmolando a liberação dos jogadores, nas vésperas da Copa. Ponto negativo do atual sistema de formação da seleção: corre o risco de transformar o jogador em mercenário, sem compromisso com o sucesso, colocando em primeiro plano os dividendos financeiros.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Olimpiadas


Ao dizer que ”O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído por um colégio eleitoral de 91 senadores”, a afastada presidente Dilma finge desconhecer o sistema de governo ditado por uma democracia sob a égide do sistema republicano. O Povo elege democraticamente o(a)  presidente da República por meio de eleição direta. Ao perceber que foi enganado tendo conduzido à presidência alguém que não vem cumprindo o que prometera na campanha, recorre a seus representantes diretos na Câmara pedindo providências. De acordo com o que prescreve a Constituição, o colegiado formado pelos deputados  autoriza a abertura do processo de impeachment. Os Senadores, como representantes dos Estados Federados, cumpre sua missão constitucional de processar e julgar o(a) presidente, nos crimes de responsabilidade, em sessão presidida e chancelada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Tudo de acordo com o que prescreve a Carta Maior que a presidente Dilma jurou respeitar ao receber a facha presidencial.