quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Notas dez e zero

Nota dez com louvor para Thiago Braz pela medalha de outro no salto de vara e zero para os torcedores brasileiros que, com atitude antiesportiva, vaiaram. estNotasrondosamente, o adversário Lavillenie que com sua ambição e garra de um campeão mundial, nada mais fez senão valorizar a vitória do brasileiro.  “Isso não é digno de um estádio olímpico” definiu o próprio Lavillenie, ao elogiar o feito de Thiago Braz.

 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Gloria aos atletas

Não há porque o governo se vangloriar pelas suadas e pingadas medalhas, por mais brilhantes que sejam, sendo conquistadas a duras penas pelo Brasil, tendo em visa que pouco ou nada fez para ajudar nossos atletas chegarem lá, a exemplo de um inesperado Tiago Braz que voou para a glória pela sua oculta e ferrenha tenacidade. Ao pretender oferecer ao mundo esplendoroso cenário para as olimpíadas, mais graciosamente oferecido pela exuberante natureza da privilegiada Cidade Maravilhosa, não se preocupou em preparar nossos atletas para usufruírem de tamanha suntuosidade, melhor aproveitada pelos atletas alienígenas.

domingo, 14 de agosto de 2016

Perdão (?)

Aprofundados exegetas descobriram que na língua original em que foram escritos os evangelhos não existe a palavra correspondente a perdoar concluindo que a versão do Pai Nosso em Português é equivocada.
... sobre o “perdoar”, devemos lembrar que, nem no original grego nem na tradução latina do Evangelho, ocorre a palavra “perdoar”. Em grego é “aphíemi”, que quer dizer desligar, soltar, libertar; a tradução latina é “demittere”, que significa demitir, soltar. O sentido profundo é este: o ofendido deve desligar-se do ofensor, ignorá-lo, não tomar nota; não deve sentir-se ofendido. Somente é ofendível o homem ego, ao passo que o homem-Eu é inofendível. O ego ofendível é como água, que é alérgica às impurezas do ambiente e é por ele contaminado. (*)
Além do mais, exigir pedido de perdão implicaria um ato de humilhação por parte do presumido ofensor. Humildade espontânea reconhecendo o erro sem a necessidade do pedido de perdão, é o que vale e importa.
Foi o que aconteceu durante a fatídica noite da paixão de Cristo. Pedro negou Cristo por três vezes. Alertado pelo canto do galo em plena madrugada, arrependeu-se e chorou.  Não lhe passou pela cabeça ir se ajoelhar aos pés do Mestre para pedir perdão. O Mestre, por sua vez o ignorou sem pensar em retratação. Por sinal, nem sequer, o repreendeu, conservando-o, inclusive, na cargo de chefe do Colégio Apostólico.

Inadvertidamente, exegetas ciosos para comprovarem a presença de Pedro em Roma, inventaram a piada atribuindo-lhe uma quarta negação ao Mestre ao fugir da perseguição de Nero. Ao se encontrar com Jesus, na via Ápia, perguntou-lhe: “Quo vadis, Domine?” Sem recrimina-lo, Jesus apenas, respondeu-lhe: “Roman vado iterum crucifigi”, vou a Roma para ser crucificado em seu lugar. Mais uma vez, não consta pedido de desculpa do discípulo. Se fosse possível comprovar seu martírio em Roma, Pedro, humildemente, teria retornado para cumprir sua missão.
Não consta nos evangelhos qualquer passagem em que Jesus mande pedir perdão dos pecados. À pecadora adúltera, Madalena,  ordenou, apenas: “Vai e não peques mais”. O filho pródigo voltou arrependido e foi recebido pelo pai sem pedidos de desculpas. Se, por acaso, for encontrada qualquer referência a respeito, há de se interpretá-la como descuido de tradução.
 Um arrependimento sincero vale por mil pedidos de desculpas formais, com frequência, despidos de sinceridade.

Por muitos anos vigorou a tradução na língua Portuguesa: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos nossos devedores”, levando à esdruxula interpretação de perdão de dívidas materiais. A versão atual é a emenda do soneto com a repetição do mesmo erro. Jesus, certamente, não ´pretendeu falar de tais dívidas, do contrário, seria a canonização da negação dos impostos, tão a gosto dos corruptos, inclusive, do sacramentado dízimo cobrado pelas igrejas.
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(*) In Humberto Rohden, A metafísica do Cristianismo - A alma de Jesus revelada no Pai Nosso. Ed. Martin Claret.
BSB,  05 de agosto de 2016.





Senhor Redator

Nudez


Com sua esfuziante beleza, a cantora Bárbara Eugênio protagonizou, durante show em são Paulo, uma sena de nudez em companhia de outros personagens denominando-a “performance de amor”, pretextando contra o milenar  preconceito que tenta esconder a mais bela figura já criada pela natureza tirada da costela de Adão. Se, sem qualquer constrangimento, é lícito exibir as características sexuais dos animais irracionais, porque se há de censurar a visão daquilo com que a diva natura prendou o ser humano com a nobre missão de amar e perpetuar a espécie? Não foi assim que, simbolicamente, o Criador teria colocado Adão e Eva no Paraiso Terrestre?

sábado, 6 de agosto de 2016

Olimpíadas

1. As vaias a Michel Temer, no momento em que, tímida e fugazmente, anunciou a abertura das olimpíadas, são a demonstração de que não é o presidente de todos os brasileiros. Eleito, apenas, como vice na cola de Dilma, num pleito sob severas suspeitas de irregularidades, não caberia a Temer o papel de anunciar ao mundo a abertura do evento como presidente do Brasil, tendo chegado ao poder por vias tortas. Tal missão caberia melhor para outra autoridade, a exemplo de um Pelé, eleito rei pela unanimidade nacional, sem contestação de qualquer partido e com o reconhecimento do mundo esportivo representado no Maracanã.

2. A monumental abertura das olimpíadas do Rio, com o apoteótico acendimento da pira, ficou freada pela modorrenta entrada das representações de atletas a passos de tartaruga. Sugere-se que, para os próximos eventos, as equipes representativas entrem em ritmo acelerado, em movimentos sacolejantes, mais condizentes como o espirito esportivo do evento e demonstrativos das habilidades atléticas dos participantes.  Tal atitude proporcionaria significativa economia de tempo que levou muita gente a dormir antes do lindo, impressionante e etéreo espetáculo final que coroou o evento.

3. Grande feito o dos organizadores da abertura das olimpíadas do Rio 2016 ao escalar o ex maratonista Vanderlei Cordeiro para acender a Pira, retribuiu com a frase: “Melhor do que ganhar medalha”. Justa homenagem à humildade, a dedicação e o amor pelo Brasil de um atrela, vindo lá dos confins do Brasil que, apesar de ser empurrado para fora da pista em que liderava a maratona nas olimpíadas de Atenas (2004), não desistiu de lutar até o fim da mesma e por toda sua vida esportiva ostentando para o Brasil a glória de maior maratonista brasileiro na história das olimpíadas.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Discriminação ?

Revoltante a situação da aluna do CEUB Lua Stabile que pretende ser chamada pelo nome social na formatura. Tudo por conta de emperrada burocracia no cumprimento das leis que, há muitos anos, tenta-se combater sem sucesso. Será que é preciso ressuscitar o folclórico ministro da desburocratização Hélio Beltrão, para resolver o problema?  São feitas leis que, durante longos anos, não são cumpridas a pretexto de falta de regulamentação, enquanto pessoas sofrem as consequências. Num pais em que tudo se resolve com jeitinhos, sem maiores percalços, um mínimo de sensibilidade do mestre de cerimônia da formatura resolveria o problema fingindo pequena gafe, apenas via microfone, atendendo o pedido da formanda, deixando o resto por conta da escorchante burocracia.



E a casa caiu


Independente da habilidade e astúcia, a cada político chegará o momento em que há de se completar o mais que centenário vaticínio de Abraham Lincoln. Chegou a hora da presidente Dilma que  conseguiu enganar a alguns o tempo todo e a todos por algum tempo, mas não conseguiu enganar a todos o tempo  todo. A casa caiu com a delação premiada desnudando a verdade escondida atrás das propinas, revelando que sabia de tudo (O planalto pediu propina, 03 de agoso).