domingo, 6 de dezembro de 2015
Cada macaco em seu galho
Se, conforme afirma o senador Jarbas Vasconcelos, Cunha é psicopata, deve ser recolhido ao manicômio e se Dilma não é santa, que seja retirada do altar da Pátria.
Gigantes (?)
Alguém apelidou Eduardo Cunha e a presidente Dilma de gigantes. Só se forem gigantes do tipo dos bonecos de carnaval de Olinda de Pernambuco, cuja altura se deve, apenas, a suas longas e frágeis pernas de pau que um dia vão quebrar ou pegar fogo arrastando as cabeças para a sarjeta da desonra. No máximo são dois cavaleiros errantes lutando contra moinhos de vento que se desfazem nas quebradas da História que vai lembrá-los como ridículos Dom Quixote.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
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O canto da vitória
Diante da convicção de absoluta inocência, a presidente Dilma deve seguir o conselho do seu temeroso vice e ficar bem caladinha com relação a impeachment. No frigir dos ovos sairá abanando o rabo e cantando vitoriosa: “Quem é o homem que teve o poder de andar sobre o mar? Quem é ele que pode fazer o mar se calar? No momento em que a tempestade veio te afogar, ele veio com toda autoridade e mandou acalmar”. Do alto do Planalto assistirá seus desafetos saindo em procissão, com rabo entre as pernas, cantando o refrão- “É, meu amor, meu canto é de despedida, meu violão já deu saída, tenho uma canção sentida pra cantar noutro lugar”.
O Terceiro Poder
Ainda que pesem dúvidas, espera-se que o terceiro poder (apenas na ordem de citação na Constituição), o Judiciário, tenha suficiente independência para conduzir o processo de impeachment da presidente da República dentro dos parâmetros estabelecidos pela Constituição de forma a repor o Brasil no caminho da reconstrução nacional, conforme anseiam os brasileiros de bom senso. Que seja, inclusive, de alerta aos poderes Legislativo e Executivo no sentido de se reconduzirem ao caminho do exercício de suas funções e prerrogativas constitucionais que resultem no combate e erradicação da desenfreada corrupção que corrói as instituições da República Brasileira.
Mentira
A palavra mentira anda tão surrada e desgastada na boca dos políticos a ponto de se fundir, simbioticamente, com a palavra verdade. O interessante é que a mentira está sempre do outro lado virando peteca para não queimar na palma da mão do arremessador. A tática é manter a peteca no ar até que se desgaste e seja lançada no lixoso cesto do esquecimento. No final, por mais bumerâmico que pareça seu movimento de vai-e-vem, ninguém sai ferido, com a justificativa do consagrado refrão “fui mal interpretado”.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Inocente?
Não há porque a presidente Dilma temer o impeachment desde que tenha plena convicção de que é inocente. Pode contar com o poder judiciário que soe praticar a máxima de São Francisco de Sales: “Se erro, prefiro que seja por excesso de bondade que por demasiado rigor.” Jamais condena alguém sem provas contundentes. Pelo contrário, com frequência, em vez de correr atrás da culpabilidade do réu, torce e age para provar sua inocência o que, em última instância, conduz ao mesmo objetivo, provar a verdade. Em contrapartida, o Brasil espera que o excesso de bondade dos tribunais não resvale para a omissão ocultando e deslustrando a ver
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